UMinho prepara “projeto vencedor” para Santa Luzia. Zona histórica poderá ser entrave

Desbloqueado o processo referente à antiga Escola de Santa Luzia, em Guimarães, o reitor da Universidade do Minho garante que está a ser elaborado um “projeto vencedor”. Recorde-se que esta quinta-feira, 17 de fevereiro, no decorrer da cerimónia do 48º aniversário da UMinho, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, recebeu do ministro das Finanças, João Leão, a indicação de que o despachado que autoriza a transferência de propriedade do edifício do Estado para a autarquia já estava assinado.

Rui Vieira de Castro frisa que esta é uma obra premente para a instituição de ensino superior minhota, visto que conta com mais de 6 mil estudantes bolseiros e apenas 1.400 camas entre Braga e Guimarães.

Em declarações à RUM, o reitor assegura que apesar do impasse o projeto nunca ficou em stand-by. Contudo, as questões em relações a este projeto não ficam por aqui. “Os critérios que foram adotados para a valorização das candidaturas (ao Plano de Recuperação e Resiliência) privilegiam candidaturas tecnologicamente inovadoras. A Escola de Santa Luzia está situada numa zona de proteção (zona histórica da cidade berço) e, portanto, qualquer intervenção ali tem de responder a critérios próprios da autarquia”, explica.

No entanto, o responsável máximo da academia minhota está confiante que vão encontrar uma “narrativa adequada à valorização da candidatura”.

A UMinho vai apresentar as suas manifestações de interesses para construção de residências universitárias quer na antiga Fábrica Confiança, em Braga, quer na antiga escola de Santa Luzia, em Guimarães, a 28 de fevereiro. Segue-se o processo de negociação.

Áudio:

Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, reage ao desbloqueio do processo referente ao edifício de Santa Luzia, em Guimarães. 

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Vanessa Batista
Vanessa Batista

Jornalista na RUM

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