Exposição sobre Chernobyl quer lançar reflexão sobre centrais nucleares

Lançar a reflexão sobre os riscos das centrais nucleares é o grande objetivo da exposição sobre Chernobyl intitulada “30+5+1”. Até 21 de maio, na Casa Museu de Monção, é possível ver pela lente do professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, João Sarmento, o impacto do desastre nuclear e o que ficou para trás depois de as pessoas evacuarem em menos de meia hora a cidade de Pripyat.

A 26 de abril de 1986, um teste de rotina na central originou a explosão do reator quatro, devido a erros operacionais, de segurança e de projeto. Foi criada uma zona de exclusão equivalente à área do Alto Minho.

O público poderá encontrar um conjunto de 76 fotografias e mapas que retratam uma cidade em ruínas. O trabalho resulta de uma viagem do docente que estava em Erasmus, em Kiev, em 2011.

O espólio deveria ter sido apresentado à margem dos 35 anos do acontecimento. Agora, tendo em conta a situação atual do país João Sarmento fala numa “triste coincidência” que poderá ajudar a criar um “espaço de reflexão sobre os perigos das centrais nucleares”.

Recorde-se que a Comissão Europeia está a considerar elegíveis projetos de energia nuclear para financiamento como sendo verde e sustentável. Ora, para o geólogo da UMinho esta postura é “preocupante”, visto que as centrais nucleares são alvos de risco num contexto de guerra e, além disso, são locais “vulneráveis” do ponto de vista do armazenamento dos próprios resíduos tóxicos”. 

Áudio:

João Sarmento, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, explica aos microfones da RUM o que pode ser visto na exposição patente na Casa Museu de Monção.

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Vanessa Batista
Vanessa Batista

Jornalista na RUM

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