Propinas pagas até ao final do curso. É uma realidade na UMinho em Engenharia de Polímeros

Propinas pagas até ao final do curso. Não leu mal, esta é uma possibilidade que a Universidade do Minho vai proporcionar aos 20 alunos que ingressarem, em setembro, na licenciatura em Engenharia de Polímeros.

A iniciativa pioneira no país arranca com o apoio de cerca de 50 empresas, sendo que perto de 90 demonstram interesse em divulgar a área mesmo que neste primeiro ano não acolham alunos.

Os critérios são simples, de acordo com o diretor do Departamento de Engenharia de Polímeros da UMinho, João Miguel Nóbrega, basta passar a todas as disciplinas e ter média superior a 13 valores passa usufruir desta oportunidade. O responsável adianta à RUM que as empresas já demonstraram interesse em alargar a iniciativa para os alunos de mestrado. 

O curso lecionado no campus de Azurém, em Guimarães, prevê também a realização de estágios de verão com duração de duas semanas a um mês, ao longo de toda a licenciatura. O diretor realça ainda o facto de todos os estudantes serem acompanhados por um tutor. Trata-se de uma forma de “acompanhar a formação e aconselhar” o aluno, de modo a motivar os mesmos a um melhor desempenho.

O desconhecimento da área de polímeros assim como a imagem negativa associada aos plásticos tem contribuído para a redução de mão de obra qualificada, o que já está a criar dificuldades de recrutamento nas empresas da região. Os polímeros acompanham o dia a dia do cidadão comum quase sem este se aperceber, como o calçado, os óculos, o relógio, a carteira, os adereços, o telemóvel, a roupa ou a garrafa para água. João Miguel Nóbrega fala, por isso, numa taxa de empregabilidade que pode chegar aos “100%”.

A Escola de Engenharia da UMinho forma profissionais em Engenharia de Polímeros desde 1978, tendo no país a única licenciatura e mestrado da área, assim como o primeiro doutoramento. As suas atividades de investigação e desenvolvimento são reconhecidas internacionalmente e decorrem em estreita colaboração com o Instituto de Polímeros e Compósitos e com interfaces da UMinho como o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) e o Digital Transformation Colab (DTx), entre outros.

A indústria nacional dos plásticos e moldes nasceu há várias décadas na região da Marinha Grande, com a migração da indústria do vidro, que tem técnicas de produção idênticas, a qual na altura perdeu uma significativa quota de mercado. Atualmente, as empresas estão distribuídas por todo o país, trabalham com marcas prestigiadas e são reconhecidas pela excelência e competitividade. 

Áudio:

O diretor do Departamento de Engenharia de Polímeros da UMinho, João Miguel Nóbrega, elenca alguns dos temas abordados durante os três anos de licenciatura em Engenharia de Polímeros na UMinho.

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Vanessa Batista
Vanessa Batista

Jornalista na RUM

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